quinta-feira, 6 de março de 2008

A história começa mais ou menos assim...



Duas amigas, Marcela e Pricilla, tinham aquele dourado sonho adolescente de ter uma banda cover. Pricilla era apaixonada cegamente pelo grunge e, fatalmente, por Nirvana; enquanto Marcela tentava se achar no mundo do rock, escutando desde Charlie Brown Jr até Ozzy Osbourne, passando, misteriosamente, por System of a Down.
Eis que certo dia, as duas resolveram fazer de suas férias ociosas uma verdadeira aventura musical. Pricilla tinha uma bateria caindo aos pedaços e Marcela uma guitarra velha e um amplificador. Palco do encontro foi a casa da Pricilla na Asa Sul, o lugar perfeito para dar início à zoeira. E lá foram as duas, tocando um pouco de Nirvana, um pouco de System, sem saberem ao certo o que estavam fazendo. A empolgação foi tanta, que os ensaios acompanhados de “bateção de cabeça” lhes renderam muitos dias de dor no pescoço, o que não desanimou as destemidas meninas. Mas faltava algo, ou melhor, alguém. Alguém que pudesse cantar. Então, surge uma nova personagem: a Maíra. Maíra assumiu no vocal e consigo trouxe vários amigos que serviam de platéia animadora. Os ensaios eram constantes na casa da Pri, até que um dia, uma carta mudou suas vidas. O vizinho da Pricilla, por meio do porteiro, mandou-as uma singela carta. Nela, ele expressava o seu profundo sentimento quanto aos nossos ensaios. Certamente não foram elogios, muito pelo contrário, escreveu até mesmo uma lista de estúdios e de professores de música. Como se as meninas não soubessem tocar. O que faltava era coisa pouca, só um pouco de técnica, afinação, teoria, ritmo, harmonia, entre outras dessas coisinhas. Mas nada que um pouco (ou muito) de treino não resolvesse.
Com isso, as meninas foram tocar na casa de uma amiga da Maíra e da Pricilla: Daniella. Uma figura misteriosa, com cara de poucos amigos, mas que se mostrou uma verdadeira palhaça nos ensaios. Ela também virou integrante da banda, como guitarrista. Por meio dela a Diulie foi apresentada, uma garota prodígio, que tocava baixo, guitarra, bateria e ainda compunha e cantava. Ela assumiu o posto de nova baterista depois que a Pricilla resolveu sair da banda por motivos de força maior. Os ensaios começaram a ficar pouco produtivos, sempre com bastante gente. Era mais um encontro de amigos que um ensaio. O que não era ruim, pois rendia muita diversão.
Não se sabe ao certo o porquê, mas o primeiro nome da banda foi Curral do Bode Inácio, dado pela Maíra. Um nome nada usual... Nem mesmo normal. A aceitação não foi boa, então se adotou CBI (trocou- se 6 por meia dúzia).
As meninas resolveram dar um upgrade nos ensaios, então marcaram de ir ao estúdio. Lá conheceram Wile, um roqueiro muito da paz que simpatizou com a banda. E logo no primeiro contato convidou-as para fazer um show. Não podia ser melhor, era tudo o que faltava para reanimar a banda. Os ensaios no estúdio eram semanais, o show já estava às portas. O nome do evento foi Injeção na Testa, na Escola Paulo Freire. Mais quatro bandas tocaram, entre elas a do Wile. Foi um arraso. As meninas tocaram um repertório com músicas do Nirvana, Hole, The Wonders, Lillix, entre outras. Era só alegria.
Depois daí houve mais alguns ensaios, mas agora com músicas próprias, e a banda deu uma estagnada. Logo a Maíra saiu da banda e Daniella, Diulie e Marcela resolveram largar a denominação CBI. As meninas arranjaram um método alternativo para decidir o novo nome da banda. Resolveram colocar algumas vogais e consoantes em uma espécie de sorteio. Tiravam uma consoante e uma vogal alternadamente e o primeiro nome que saiu foi: NÃO. Aquilo foi um sinal, e depois de mais algumas tentativas elas desistiram do método. De repente surge o nome agridoce, idéia da Diulie, e pronto, estava decidido o novo nome, só faltava agora um novo vocalista.
Depois de alguns testes com voluntários muito esquisitos, surgiu a Patrícia, uma também compositora , que hoje assume o posto de vocalista.
Agora é só aguardar pra ver qual vai ser o desenrolar dessa nova fase da banda Agridoce.